segunda-feira, 13 de julho de 2020

A liberdade humana.

A natureza ou a essência humana anseia por liberdade! E nesta busca existencial e escatológica procurou conceituar e fundamentar verdades. Uma delas é a convicção de que a natureza humana pode ser adaptável, melhorada, desenvolvida.
Que o ser humano é um e único neste mundo, é um indivíduo, um contraste latente no ser espécie e no ser espírito. Revelando no imaginário o heterótipo humano como o que mais aproximo da ideia de um fenótipo de Deus. Talvez por que assim o desejamos?
Esse elo entre ser natural e a criação se consolida na relação de confiança, (fé) na concretização do revelado, do prometido.
Essas verdades se constituí em essência identificando e compondo a realidade, os sentidos, os pensamentos, agora manifestado nas ações e na produção das coisas.
A liberdade exige confiança uma verdade aqui estabelecida e relacionada na esperança do alcance do almejado, do acordado no monologo da fé.
Na atualidade o ser humano, promiscuamente usa de pseudo verdades alienadoras, na crença em algo que não pode ser real e nem pode ser aceito numa lógica progressista e comunitária. Assim não é incomum, perceber a afirmação de alguns, de que temos hoje um messias governando o país.
Numa completa dicotomia do real, do aceitável. Há quem almeje a liberdade e a busque clamando por intervenção militar, com atitudes nazi-fascistas, sectarista. Numa concepção de religião que já não liga nem religa a nada! É algo conservador, extremista, fundamentalista composta de um discurso impregnado de ódio e exclusão. E isso nem poderia ser considerado religião ou igreja.
Ha quem defenda uma política ideológica radical que nega a cidadania, que nega a vida, que nega a ciência. Que tem raiva da democracia, das escolas, das universidades e dos professores. Mas defende uma escola sem criticidade, uma escola sem o contraditório, sem sentido, uma escola vazia,(e a chamam de escola sem partido). Uma escola ideologicamente dominante, sectarista e seletista.
Não é por acaso que nos últimos anos não temos um ministro de educação por exemplo. Tivemos, entretanto, indivíduos tentando destruir o pouco que há de educação neste país.
Mas o discurso deles é o mesmo. De querer que o Brasil seja um país de primeiro mundo. Um país sem miséria sem desemprego. Porque a ação não acompanha o discurso? É possível acreditar nesse Brasil melhor, ter fé? Como acreditar em um país melhor se todas as evidências nos mostram que estamos na contramão das coisas? É certo que cada um tem suas opiniões e crença. Que temos nossas concepções da verdade. Sim. Mas ha também a nossa verdade! Ha que é comum e que precisa ser assimilada, considera e respeitada em benefício de todos nós.
O ser humano se constitui em criatura que é espécie, imbuída de espírito. Assim portanto, somos movidos pela dinâmica da razão e do poder mental, da e para a individualidade vital, no propósito da universalidade e pluralidade existencial e vice versa.
Nessa dialética a liberdade humana habita no ser humano que é individuo, mas que necessita do ser social para se desenvolver. Desta forma dinâmica o ser adapta e se adapta ao mundo para além do propósito individual.
Temos, portanto, a liberdade de adaptar e criar, o que consiste em uma característica de liberdade existencial, natural. Embora, não saibamos direito o que é, e para que serve? Ansiamos por ela! É algo que vêm da existência humana e que implica em todo um sistema teológico para explicar. Sistema esse que não pode ser apenas doutrinação humana (fanatismo), o que o levaria ao pessimismo destrutivo sem critérios e sem esperança... Liberdade é sinônimo de merecimento, de conquista e exige responsabilidade.
Então, lembre-se: Para uma fundação teologia cristã libertária, sólida, perene deve-se sempre buscar o AMOR!. O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta...
Lembra-se de que a vida é feita e justificada na simplicidade, como diria.. Godinho e. Pamarepe: "A VIDA É FEITA DE PEQUENOS NADAS que, ainda assim, nos fazem FELIZES!... Uma paisagem, um pôr-do-sol, um simples poema, uma simples música, um olá, um olhar, um sorriso, um toque, uma carícia, um abraço, um beijo, um ouvir e dizer:" - "AMO-TE"!... E assim se perceberá livre!
BÍBLIA. 1 Coríntios 13:4-7. João. 18: 37-38, português Bíblia Sagrada.
Chauí, Marilena. Convite á Filosofia. 13. ed .São Paulo: Ártica, 2008.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Ver não é coisa natural, precisa ser aprendido!

Aprender a ver sem dúvida não é algo simples de se fazer! Para tanto é preciso querer, desejar ver intrinsecamente e para além. O que torna a tarefa de ensinar a ver um grande desafio, um verdadeiro sacerdócio, uma missão de significado e importância imensurável. O que provocaria impactos profundos tanto no individuo quanto na sociedade. O que me faz crer que o grande mestre certamente não se referia apenas à religião, mas sim à espiritualidade humana quando sugeriu “Conhecei a Verdade, pois a Verdade vos libertará”! Essa verdade implica em conhecer-se intimamente e perceber-se parte de um todo constante e mutável “conhece-te a ti mesmo” disse o pensador.  Contudo e embora muito já se tenha dito e escrito sobre isso, nunca carecemos tanto de lucidez e clareza do saber ver para êxito no pensar e no agir como atualmente. Há uma verdadeira dicotomia social e uma completa ausência de referências do ser em si.
 A complicada arte de ver – Rubem Alves afirma que O ato de ver não é coisa natural. precisa ser aprendido.” – Por força do hábito acreditamos ser mais fácil perceber o outro à nossa concepção e rapidamente rotulá-lo e ou subjugá-lo em detrimento da empatia e da alteridade. Olhar e ver para dentro e se aperceber nos parece complicado. É certo que cada um vê a partir de onde seus pés pisam. Dito de outra forma é possível admitir que estamos em estágios  ou pontos diferentes na evolução do saber ver. O que implica na percepção do que vemos. William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. É preciso orientar o olhar, assim a função ímpar da educação deve ser o de ensinar a ver, e aqui necessariamente carecemos de um professor com autonomia e autoconfiança no ensinar, que nos leve a olhar para além do horizonte e a perceber o que há nas entrelinhas das falácias ideológicas e o possível na realidade posta; que aponte os assombros que crescem decorrentes da hipocrisia da banalidade cotidiana; que promova um partejar no sentir um vislumbre da beleza, da grandeza humana diante da criação. Alguém desarraigado das agruras ideológicas, desprendido de pré-conceitos e das malignidades que nos cegam e nos limita a um fazer burocrático, mecanicista e elitista. Aprender a ver para Nietzsche em “Crepúsculo dos Ídolos” é habituar os olhos à calma, à paciência, e a abarcar o caso do particular para o todo e vice versa. Aprender a ver, é, precisamente, perceber que toda a não-espiritualidade, toda a vulgaridade descansa na incapacidade de estímulo e resistência individual e social. A reação, o impulso necessário implica na prática do ter-aprendido-a-ver. Do contrário tende-se a ver desconfiadamente e a resistir o novo o esplendor. A nossa cegueira pessoal ou social, limita a nossa compreensão das coisas, não sabemos quem somos; equivocamos-nos sobre o que queremos. Sem identidade de classe, sem referências, somos facilmente manipulados e/ou andamos à deriva. O que nos dá a falsa sensação de conforto e normalidade mesmo diante do caos. Tirar a venda e ver é complicado! Pois nos retira da zona de conforto e nos impulsiona a perceber e isso exige uma reação, um sentimento um protagonismo diante da realidade.
Considerando tal compreensão cabe uma reflexão: O que nos levou à realidade presente no país onde retirada ou restrições ao acesso do direito é comemorado? Porque um número considerável de pessoas faz apologia à ditadura, ao fascismo e considera normais atos antidemocráticos, preconceituosos e excludentes? Porque uma parcela da população mesmo diante de uma pandemia não valoriza a vida, não se sensibiliza com a dor do outro? Porque parcela da classe trabalhadora mesmo no prejuízo consente a hegemonia de interesses econômicos e financeiros? É apática diante da exploração! Estamos diante de um ver sadio ou tóxico? A ignorância pode ser uma patologia com conseqüências desastrosas. Saber ver é o primeiro passo na constituição do saber ser.
João Carlos Martins.


segunda-feira, 27 de abril de 2020

Tosco - ser ou não ser? Essa é a questão!


Tosco - ser ou não ser? Essa é a questão!
Lendo e analisando o jornal local percebi algo fétido, pútrido, ao se referir ao Comunismo Tosco, o autor revela toda a sua maleficência. Mas como afirma o colunista “o mundo para ser perfeito tem que ter de tudo”. E neste sentido concordo com o professor  Christian Dunker,  quando diz que – “É possível que daqui a dez ou quinze anos os historiadores da arte venham a caracterizar este período, entre 2016 a 2022, como o apogeu do "Tosco Brasileiro”.
Pensando e analisando: Tosco é uma palavra que tem duas raízes semânticas: o que se apresenta de forma natural e autêntica, mas também aquilo que é feito sem apuro ou refinamento, algo rústico ou grosseiro. Considerando a leitura quero pontuar e concordar com o nobre colunista em alguns aspectos. E para que o ilustre leitor possa compreender e identificar quem são os agentes relatados e perceba se de fato temos “O Tosco Comunista”, inserido de forma natural e autêntica na defesa de uma sociedade igualitária desde sempre. E que por conseqüência de fato existe “O Babaca Tosco” um inço social daninho arraigado na ideologia conservadora reacionária, retrógrada e antiquado, algo rústico ou grosseiro. Isso posto podemos definir que: O Babaca Tosco – É um ser amorfo, escorregadio, repugnante que forma juízo contundente sem remorso com as conseqüências que fere e estripa os menos favorecidos... E que; O Comunista Tosco - É um pseudônimo hipocritamente usado pelos “Babacas Toscos” conservadores, saudosistas do nazismo e outros malefícios, para designar todos aqueles homens e mulheres que clamam , lutam por justiça, por liberdade, por igualdade social... O Babaca Tosco - Afirma que o nazismo é de esquerda, incentiva o uso de armas pela população como forma de diminuir a violência. Reescrever a história da tortura no Brasil e do Estatuto da Criança e do Adolescente. Defende uma Filosofia sem método, uma História sem rigor, uma Sociologia sem crítica, uma Psicologia sem ética, uma Antropologia sem a diversidade. Defende o conservadorismo religioso do pensamento universal e que se formaram na fartura de conhecimentos digitais. Defende o Terraplanismo, nega, odeia a arte e a ciência, mesmo aquela realizada na figura dos professores de uma elite, sentida como impostora e inautêntica.
O Comunista Tosco – Não diverge dos princípios democráticos e é um incentivador nato do debate e do respeito à liberdade, valoriza as opiniões diferentes. Referenciado na Filosofia Humanística e na Sociologia Crítica.. . O Babaca Tosco – Veste verde amarelo, acha que o dono da verdade, aplaude manifestações antidemocráticas e acredita que a corrupção é coisa do Lula e do PT. Que tirou a Dilma do governo e que agora está tudo bem, tudo certo.  E por falta de argumentos, grita,esbraveja, ataca e ofende os outros, física e verbalmente; inclusive nas redes sociais... O Comunista Tosco – É sem dúvida um inconformado, um insatisfeito, recusa-se a aceitar uma sociedade desigual e hipócrita como normal. E teimosamente procura voz e vez a todos e segue sempre firme na luta por igualdade e justiça, mesmo sendo discriminado, perseguido muitas vezes ridicularizado pelos Babacas Toscos. Esses oportunistas e têm como referencia a filosofia tosca de Olavo de Carvalho. Aquele que nós ofereceu rapidamente um ponto de vista da totalidade: Afirmando a existência de uma conspiração gay-comunista que apossou-se da educação e do Estado, via Foro de São Paulo, E que para contrapor nós deveríamos retomar os valores medievais, propondo o retrocesso.
O Comunista Tosco- Desde sempre, presente na história da humanidade basta elencar as pessoas reconhecidas pela exaustiva luta pela igualdade de direito, a justiça e defesa dos menos favorecidos. Ou buscar por homens e mulheres que foram mártires, que foram perseguidos, torturados e até crucificado como relata a história.
O Babaca Tosco -  É, sobretudo um platô de falsa idéia, no interior da qual a partilha de um chocolate torna-se alegoria homossexual. Onde educar é impor é controle pelas armas e cristianizar é fazer apologia ao ódio e a violência preconceituosa assim o tosco explora o sentimento ontológico de insegurança.
 O Babaca Tosco - Sempre defende os ricos e privilegiados e acredita ser normal os prazeres da vida. E que pobre precisa apenas da comida... Eles, no entanto demandam de necessidades outras... Daí que ser o Tosco não é a questão! A questão é o que se quer defender. E ai sem problemas pode continuar sendo o motor que alimenta, perpetua a injustiça a desigualdade e todos os tipos de mazelas preconceituosas. Ser um Tosco comunista afinal é um principio!
Esperemos que seja o último canto, ofensivo, grotesco para que o Babaca Tosco possa enfim desaparecer.  Att. João Carlos Martins.

Consciência de classe ou consciência crítica!

  Para esse mero pensador são conceitualmente equitativamente, mas o significado da consciência já definida e analisada para além das ciências humanas nos permite dizer que ter consciência é apropriar-se de competências, habilidades de antever e conseqüentemente planejar-se, refletir e analisar os impactos decorrentes de suas ações, considerando os princípios, ideais teóricos ou práticos. Neste sentido a, Consciência crítica é a atitude, conduta, comportamento reflexivo, dada as situações e objetos da realidade a nossa volta. E a consciência de classe se refere a idéias, ações de cunho político, produtivo, econômico e social dos trabalhadores, profissionais que inevitavelmente inseridos no processo de produção e que imbuídos desta, teriam melhores condições de compreender a sociedade burguesa e suas relações de classe em sua totalidade.
  Para Cristiano das Neves Bodart a “consciência de classe”. Para compreender esse conceito é necessário entender outros que o orbitam, que compõe a sociedade capitalista, grosso modo, uns poucos são donos de meio de produção (fabricas, bancos, propriedades rurais, etc.), enquanto que outros a, maioria absoluta da população por não ter meios de produção vendem sua força de trabalho (são os assalariados) para sobreviver.
Pensando e analisando! Essas diferenças, já apontadas por Marx é possível perceber na sociedade as classes sociais. E é preciso ter clareza de consciência: “a consciência de si” e a “consciência para si” e, portanto de qual é a “classe para si”. Ou seja, a consciência de si é reconhecer a sua classe enquanto grupo no contexto da exploração no sistema capitalista.
  Essa compreensão que entendo ser fundamental está ausente no contexto atual e por conseqüência não temos referencias da classe trabalhadora, não nos sentimos representados nem aqui nem lá na capital federal. Mas por quê? De quem é a culpa?
  A classe é antes de tudo, um “ser” social e a ausência desta consciência nos fragiliza enquanto grupo social. Fortalecer essa consciência é romper com a visão fatalista de mundo é, sair do estado de alienação e perceber o outro, os sentimentos e os sofrimentos alheios e assim apreender a realidade, abrindo espaço para reflexão e tomadas de decisões. Fora disso somos cegos que não sabem o que é, nem para onde ir. Não identificamos ou nos equivocamos na percepção das causas e as possíveis conseqüências das nossas atitudes. Facilmente nos deixamos convencer pela propaganda, pelo discurso ou pela aparência.
  No atual contexto histórico profundamente marcado por grandes mudanças que a afeta a todos o poder econômico e produtivo nos coloca em situação de subordinação e usa de todos os recursos para desconfigurar a idéia de consciência de classe. O que leva, por exemplo, um trabalhador comum de chão de fábrica ou um profissional liberal acatar e até defender um projeto político claramente de interesse do poder econômico (a exemplo do que ocorre atualmente no país) em detrimento do bem estar social? Ou refutar um projeto político de caráter social progressista? O que levaria um trabalhador negar a sua classe e se considerar embora assalariado um ser de outro nível? Neste contexto seria normal, por exemplo, professor criar grupo para dialogo e informações com seus estudantes e na primeira manifestação adversa silenciar o grupo bloqueando outras possíveis manifestações em conformidade com a cultura conservadora e autoritária.
  Munido de consciência de si e enquanto classe é a chave para êxitos das escolhas e decisões que contribuíram para transformação da realidade como trabalhadores que somos, identificados diante dos fatos sociais, políticos, econômicos e tecnológicos e apreender a realidade imposta e as ideologias dominantes.
  Karl Marx e Friederich Engels, afirmam que os indivíduos só formam verdadeiramente uma classe quando assumem a consciência da sua condição de exploração e se comprometem na luta comum... É necessário que o indivíduo, o trabalhador desenvolva a capacidade de compreender e dominar as ações e as relações ao seu redor e se torne sujeito protagonista no processo histórico e social. Esse deve ser o papel da escola, da educação. Mas a que parece essa competência ainda é um desafio, o que é lamentável porque a consciência precisa ser estimulada, cabendo à educação através do conhecimento desenvolver uma consciência humana com uma postura de comportamento, que contribua para a consolidação de uma sociedade melhor, cercada de justiça e paz. Uma nova visão de mundo. Att. Professor João Carlos Martins.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Pensando e analisando!

Hoje percebi que nas paginas da direita as postagens e comentários envolve o LULA! Irônico né! Há! No passado não tão distante essa direta defendia que homens bons ou de bem; eram os brancos de posses e católicos né? Na atualidade são do tipo Aécio, Cunha, Temer, Moro e ou Bozois né? Bem cômico! Essa direita é mesmo inteligente e isenta de preconceito e discriminação né?