segunda-feira, 16 de julho de 2012

O pior analfabeto

É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e o lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.
(Berthold Brecht)

Como podemos usar as apresentações de slides no cotidiano de nossa aulas?

As apresentações de slides tornam-se uma ferramenta muito interessante na prática escolar e independente a área de atuação certamente possibilitará aulas, mais atrativas, dinâmicas.
Mas será necessário que as escolas se adaptem as novas tecnologias. O que ainda não é uma realidade, pois os laboratórios de informática das escolas ainda estão muito aquém das necessidades.

Como utilizar a Internet na educação

José Manuel Moran
Releitura
Para Moran, há uma clara aproximação da televisão, do computador e da Internet. O Netputer, a WEBTV, a tela em que trabalhamos e vemos televisão próxima áreas tecnológicas que até agora estavam separadas. A chegada da Internet à TV a cabo sem dúvida é um marco decisivo para visualizar imagens em movimento e sons, integrando o audiovisual, a hipermídia, o texto "linkado" e a narrativa do cinema e da TV.
Essa é sem dúvida a realidade cada vez mais concreta na sociedade e conseqüentemente na escola, entre tanto ainda é comum ver pessoas/professores apontando problemas/desculpas para não ter na internet a referencia de seu trabalho, de sua formação; essas segundo o autor: se aborrecem com a Internet. Acham só problemas ao pesquisar mas, com freqüência, essas; ficam horas seguidas, provavelmente, em programas de bate-papo, de" conversa" superficial, interminável e pouco produtiva, para quem olha de fora.
Para ensinar com a Internet; promover a revolução precisamos mudar os paradigmas do ensino, mudar o foco. Caso contrário, segundo Moran: Servirá somente como um verniz, um paliativo ou uma jogada de marketing para dizer que o nosso ensino é moderno.  O desafio da profissão fundamental do presente e do futuro é educar para saber compreender, sentir, comunicar-se e agir melhor, integrando a comunicação pessoal, a comunitária e a tecnológica.
Outro ponto a ser considerado é o fato de que nossas escolas ainda não dispõem as tecnologias adequadas há realidade da demanda e, por conseguinte é torna-se apenas um faz de conta.
 Prof.Joãozinho

Formação do Conhecimento Coletivo:

 O Papel do Professor em Tempos de Web Arte e Copyleft
Luís Rogério da Silva
Bacharel em História e Física
Professor da Universidade Paulista
Releitura

Este artigo aborda questões relativas à incorporação de recursos virtuais como um componente de cursos presenciais bem como os problemas decorrentes do uso desta estratégia. O impacto da tecnologia na produção e acesso a informação e indiscutível
Nunca se produziu tanto conhecimento e, paradoxalmente, se conhece tão pouco frente a totalidade do que há por saber. A ampliação do acesso à educação formal e aos meios de comunicação foi, sem dúvida, o estopim dessa explosão produtiva, falta-nos entre tanto ter acesso e aprender adequadamente a usá-las.
As transformações a que as escolas parecem estar sujeitas implicam também a mudança
De atitude frente às novas tecnologias, o professor só poderá responder se tiver empenhado em compreender o uso de instrumentos de informática, na leitura e na confecção de textos hipermediáticos, na abordagem de temas interdisciplinares e, para isso terá de reivindicar os meios tecnológicos adequados e dispor de tempo para a sua formação continuada.
Prof.Joãozinho

terça-feira, 26 de junho de 2012

A afetividade na ação pedagógica


Atividade 2

A afetividade na ação pedagógica

Os limites, o respeito às normas são necessários no processo pedagógico, por outro, lado à afetividade é fundamental no processo ensino aprendizagem pois isso amplia o clima de confiança, de incentivo; e estimula um fazer melhor, um desenvolver de potencial, de possibilidades. Mostrar atitudes de compreensão e um caminho para diminuir as limitações, as dificuldades de superar a intolerância e a indisciplina.

A ação pedagogia inclusiva deve ir para alem da inclusão do deficiente e tornar-se um amplo processo de acolhimento dos marginalizados, dos ignorados sistematicamente, das pessoas com dificuldades intelectuais, emocionais e de relacionamento, percebendo a educação como um direito de todos. Contudo há uma série de obstáculos para que um processo assim ocorra; um deles é fato de que professores e gestores de modo geral tem uma formação emocional, afetiva deficiente, que atrelado à desvalorização profissional gera desequilíbrio emocional, de baixa-estima e coloca em risco a afetividade na docência.

Daí a necessidade de implantação de políticas efetivas de valorização profissional, mas, também possibilitar cursos e programas com gestores e professores para que todos desenvolvam a autoconfiança, a autoestima e tenham equilíbrio emocional.

Pois, segundo MORAN “Os educadores que gerenciam bem suas emoções transmitem equilíbrio, tranquilidade e objetividade. Falam com tom calmo, e quando discordam, o fazem sem agredir nem humilhar. Os alunos captam claramente as mensagens e mesmo quando não concordam, manterão o vínculo afetivo, o relacionamento e continuarão abertos para novas mensagens”.

E nesta perspectiva pode-se afirmar que tanto professores como alunos tendo atitudes equilibradas, abertas, respaldadas pela compreensão e respeito, desperta em ambos a confiança e abre espaço para novas experiências, novas ideias.

Referencias;

MORAN. José Manuel,  Especialista em mudanças na educação presencial e a distância- A afetividade na relação pedagógica.
A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá. 4ª ed. Papirus, 2009, p.

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)


Atividade 1- As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) é uma realidade na sociedade e, por conseguinte nas escolas públicas. Onde, dever ser uma referencia no planejar as ações pedagógicas, possibilitando a educação digital com qualidade.

Por tanto, no curso de Tecnologias no Cotidiano: desafios á inclusão digital parte 1 temos acesso e conhecimento da parte periférica da máquina, a os programas, processadores e placas de memórias. Acesso a os tipos de mídias e seus funcionamentos.

Bem como o que é Linux? Esse sistema Operacional (software) e suas particularidades, possibilidades e praticidades.

A importância da internet no processo ensino aprendizagem, mas também os cuidados necessários para uma navegação segura proveitosa desta tecnologia.

E a necessidade, importância de conhecer e entender as TIC na escola e no cotidiano dos alunos.

Referencias;

BARBOSA, Eduardo Fernandes et al. Inovações pedagógicas em educação profissional.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

SE OS TUBARÕES FOSSEM PESSOAS.


SE OS TUBARÕES FOSSEM PESSOAS...



A menina, filha da dona da pensão, perguntou ao Senhor  K.:  “Se os tubarões fossem pessoas, eles seriam bonzinhos para os peixinhos menores?”  “Claro” - ele respondeu, “se os tubarões fossem pessoas, eles teriam fortes caixas construídas no fundo do  mar para os peixinhos.  Lá eles poriam toda espécie de comida, plantas e bichinhos também.  Eles cuidariam para que nunca faltasse água fresquinha, e tomariam toda sorte de precaução sanitária.  Por exemplo: se um peixinho machucasse a sua barbatana, os tubarões imediatamente fariam um curativo para que ele não morresse antes da hora. Os tubarões dariam grandes festas aquáticas de vez em quando para que os peixinhos não ficassem tristes – porque os peixinhos alegres tem um sabor muito melhor do que os peixinho tristes.



Claro que também haveria escola nas grandes caixas.  Lá, os peixinhos aprenderiam a nadar bem para dentro da boca dos tubarões.  Aprenderiam geografia, para poder achar os tubarões onde quer que se encontrassem nadando preguiçosamente.  A matéria principal naturalmente, seria a educação moral dos peixinhos.  E aprenderiam que a coisa mais bela, a melhor de todas para um peixinho é ele se sacrificar com alegria e, acima de tudo, crer nos  tubarões, principalmente quando estes dizem que estão construindo um futuro maravilhoso.  Os peixinhos ficariam sabendo que este futuro maravilhoso, entretanto, só é possível quando se aprende a obedecer...  Os peixinhos deveriam afastar-se de todas as inclinações vis, materialistas históricas (grifo nosso), marxistas, e informar imediatamente aos tubarões se algum peixinho manifestasse tais tendências...  Se os tubarões fossem pessoas, é lógico que também haveria arte.  Quadros maravilhosos dos dentes dos tubarões, pintados em cores deslumbrantes, e suas bocas e goelas pareceriam playgrounds onde os peixinhos poderiam brincar e dar cambalhotas.  Os teatros do fundo do mar levariam peças onde os peixinhos heróicos nadariam com entusiasmo para dentro das goelas dos tubarões, e a música seria tão melodiosa que os peixinhos nadariam em  êxtase para as igrejas, e tomando o mais belos pensamentos, mergulhariam pela garganta do tubarão abaixo.



Certamente haveria religião...  Esta ensinaria que a verdadeira vida  começa realmente nas  entranhas do tubarão.  E, se os tubarões fossem pessoas os peixinhos deixariam de ser iguais como são agora.  Alguns receberiam cargos e ficariam acima dos outros.  Os peixinhos um pouquinho maiores teriam até permissão para devorar os menores.  E tudo isto seria formidável para os tubarões que teriam,  então petiscos maiores para se deliciarem.  E os peixinhos mais importantes, aqueles que receberam cargos, seriam responsáveis pelos outros peixinhos.  E estes se transformariam em professores, oficiais, engenheiros construtores de caixas, etc...



Em suma, se os tubarões fossem pessoas, haveria cultura no fundo do mar”.

Se os Tubarões fossem Pessoas
(Bertold Brecht, citado por Reimer, E. em
Escola está morta. Rio de Janeiro, F.Alves,
1975 pag. 17)

A FÁBULA DOS PORCOS ASSADOS


A FÁBULA DOS PORCOS ASSADOS
Por Marcos Cintra (*)

Qualquer semelhança com sistemas tributários só pode ser mera coincidência!


CERTA VEZ, ocorreu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, que até então os comiam crus, experimentaram a carne assada e acharam-na deliciosa. A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque. O tempo passou, e o sistema de assar porcos continuou basicamente o mesmo.

Mas as coisas nem sempre funcionavam bem: às vezes os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. As causas do fracasso do sistema, segundo os especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou à inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou, ainda, às árvores, excessivamente verdes, ou à umidade da terra ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas.

As causas eram, como se vê, difíceis de determinar - na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura: havia maquinário diversificado, indivíduos dedicados a acender o fogo e especialistas em ventos - os anemotécnicos. Havia um diretor-geral de Assamento e Alimentação Assada, um diretor de Técnicas Ígneas, um administrador-geral de Reflorestamento, uma Comissão de Treinamento Profissional em Porcologia, um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias e o Bureau Orientador de Reforma Igneooperativas.

Eram milhares de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores árvores e sementes, fogo mais potente etc. Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para deixá-los sair apenas no momento oportuno.

Um dia, um incendiador chamado João Bom-Senso resolveu dizer que o problema era fácil de ser resolvido - bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então sobre uma armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas - assasse a carne.

Tendo sido informado sobre as idéias do funcionário, o diretor-geral de Assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete e disse-lhe: "Tudo o que o senhor propõe está correto, mas não funciona na prática. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar a sua teoria? E com os acendedores de diversas especialidades? E os especialistas em sementes? Em árvores importadas? E os desenhistas de instalações para porcos, com suas máquinas purificadoras de ar?

E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo? Hein?."

"Não sei", disse João, encabulado.

"O senhor percebe agora que a sua idéia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos? O senhor não vê que, se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo?."

"O senhor, com certeza, compreende que eu não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas? O que o senhor espera que eu faça com os quilômetros de bosques já preparados, cujas árvores não dão frutos e nem têm folhas para dar sombra? E o que fazer com nossos engenheiros em porcopirotecnia? Vamos, diga-me!".

"Não sei, senhor."

"Bem, agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por aí que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério do que o senhor imagina. Agora, entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua idéia - isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo."

João Bom-Senso, coitado, não falou mais um "a". Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com a sua sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu. Por isso é que até hoje se diz, quando há reuniões de Reforma e Melhoramentos, que falta o Bom-Senso.

Será que o cidadão brasileiro fará como o João Bom-Senso, mesmo com a arrecadação federal tendo batido novo recorde em 2006 e a burocracia galopante continuar a ser estímulo para a sonegação e a corrupção fiscais?

NOTA DO EDITOR:

"A Fábula dos porcos assados" parece ter sido uma adaptação de texto traduzido por L. Gualazzi, de artigo publicado em JUICIO A LA ESCUELA, Cirigliano, Forcade Tilich, Editorial Humanista, Buenos Aires, 1976 e utilizado em encontros de capacitação dos dirigentes de escolas publicas por ocasião da implantação dos Guias Curriculares no Estado de São Paulo.

(*) MARCOS CINTRA, 60 ANOS, DOUTOR PELA UNIVERSIDADE DE HARVARD, VICE-PRESIDENTE E PROFESSOR-TITULAR DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS


A Importancia das Mãos

As mãos
Naquela manhã o jovem professor chegou à escola um tanto cabisbaixo.

Problemas se somavam e pesavam sobre sua sensibilidade de jovem idealista.

Estava difícil suportar. Foi então que, durante uma reunião de trabalho ele não pode controlar as lágrimas que lhe escorreram pelo rosto, em abundância.

Uma amiga, que o observava, em silêncio, estendeu as mãos e segurou as dele, num gesto de ternura.

Foi uma atitude simples, mas significou muito para aquele jovem, pois ele sabia que a amiga tinha uma vida super atarefada; muitas atividades e preocupações, filhos, marido, empresa, mas, mesmo assim, tinha tempo para dedicar ao amigo, para estender-lhe as mãos.

Aquele gesto simples levou o jovem a escrever sobre a importância das mãos. O texto diz mais ou menos assim:

As mãos podem muitas coisas: oferecer apoio no momento certo, estender-se para consolar, segurar firme para amparar.

Mas o que mais podem as mãos?

As mãos saúdam, as mãos sinalizam. As mãos envolvem, dão carinho.

As mãos estabelecem limites. Escrevem. Abençoam.

As mãos desenham no ar o "aDeus", o "até logo".

As mãos agasalham. Curam feridas.

Para o mudo a mão é o verbo. Para o idoso é a segurança.

Para o irascível a mão erguida é ameaça. Para o pedinte a mão estendida é súplica.

Para quem ama, a mão silenciosa, que acolhe a do ser amado, é felicidade.

Para quem chora, a mão alheia é conforto.

Há mãos que agarram, perturbadas. Há mãos que tocam, suaves. Há mãos que ferem. Há mãos que acariciam. Há mãos que amaldiçoam.

Há mãos que abençoam. Há mãos que destroem. Há mãos que edificam, trabalham, realizam.

Jacó estendeu as mãos para abençoar Efraim e Manassés.

Moisés estendeu as mãos para transmitir a Josué a autoridade para conduzir o povo de Israel, em seu lugar.

Jesus impôs as mãos sobre as crianças para abençoá-las. Também impôs as mãos para curar a filha de Jairo, o surdo-mudo, o cego de Betsaida, e tantos outros.

Há pessoas que transmitem energias, através da imposição de mãos, entregando-se a essa tarefa tão bela de amor.

As mãos de Chico Xavier, amparavam o pobre, o sofredor, o desesperançado.

Mãos luminosas das psicografias que traziam dos altiplanos mensagens edificantes da mais sublime beleza, que confortam, enlevam, esclarecem.

Mãos benditas desse arauto da boa nova, que não se cansavam de consolar a todos aqueles que as procurassem.

Nossas mãos podem exteriorizar o amor, construindo templos, hospitais e escolas; fabricando vacinas e equipamentos médicos; alimentando famintos, medicando enfermos...

Podem concretizar a paz social assinando tratados de armistício, escrevendo livros, guiando carros, pilotando aviões, varrendo ruas, tocando instrumentos musicais, pintando telas, esculpindo, construindo móveis, prestando serviços...

Podem manifestar fraternidade, ao lembrarmos da essencialidade do humano, da sensibilidade, da empatia, estendendo-as a um irmão que, num dia difícil, põe-se a chorar.

Pense nisso!

Suas mãos são abençoadas ferramentas para construção de um mundo melhor.

Use-as sempre para edificar, elevar, dignificar, apoiar, acenar com a esperança de melhores dias...
 

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. 9 do livro: Cartas à mocidade espírita, de Cristian Macedo.

As Três Peneiras de Sócrates


As Três Peneiras de Sócrates

Olavo foi transferido de projeto.

Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta: - Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele...

Nem chegou a terminar a frase, e o chefe aparteou:

      Espere um pouco Olavo, o que vai me contar já passou pelo crivo das Três Peneiras?

     Peneiras? – Que peneiras, chefe?

     A Peneira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza que esse fato é absolutamente verdadeiro?

     Não. Não tenho não. Como posso saber? O que sei, foi o que me contaram. Mas eu acho que...

E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:

     Então sua estória já vazou a Primeira Peneira.

Vamos então para a Segunda Peneira que é a da BONDADE.

     O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?

     Claro que não, Deus me livre, chefe! Diz Olavo, assustado.

     Então, continua o chefe, sua estória vazou a Segunda Peneira.

     Vamos ver a Terceira Peneira, que é a da NECESSIDADE.

     Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?

    Não chefe. Pensando desta forma, vi que não sobrou nada do que eu iria contar. Fala Olavo surpreendido.

    Pois é Olavo, já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas Peneiras? Diz o chefe sorrindo e continua: - Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-se sempre ao crivo das Três Peneiras:

“VERDADE – BONDADE – NECESSIDADE”, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, por que:



PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS,



PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS,



PESSOAS MESQUINHAS FALAM SOBRE PESSOAS.