domingo, 25 de maio de 2014

Brasil:País do Futuro.

 A redução da desigualdade no Brasil/perceba o que afirmam os estudiosos.
Para auxiliar na compreensão e visualização da redução das desigualdades no Brasil, principalmente nos últimos 10 anos, compilamos alguns dados que demonstram essa mudança em curso no país.

Ainda existe um longo percurso para que a pobreza, a desigualdade social e a concentração de renda deixem de ser marcantes em nossa sociedade. No entanto, negar que mudanças ocorreram (e ocorrem) em nosso país é falsear a realidade.

redução da pobreza em nosso país, que tinha 35% da população em 1992 em condição de pobreza e que neste momento caminha para patamares inferiores a 10%, uma redução projetada de 70% na pobreza extrema em nosso país.

As políticas sociais, associadas a valorização do salário mínimo e a criação de novos postos de trabalho foram decisivos para que esta redução da pobreza se efetivasse no Brasil. 
A formalização do trabalho, além de assegurar garantias trabalhistas, também é fundamental para assegurar melhorias no rendimento do trabalhador. O que colabora para reduzir, gradualmente, a concentração de renda no país.

Para efeitos comparativos, os gráficos abaixo exemplificam bem a mudança que ocorreu comparada a década anterior, com relação a concentração de renda.

Entre 1991 e 2000, a renda dos 10%  mais ricos cresceu 1,6%. No mesmo período, a renda dos 20%mais pobres caiu 4,2%. Foi um período de concentração da renda

Entre 2000 e 2010, a renda dos dos 10% mais ricos foi reduzida em 5,8%. No mesmo período, a renda dos 20% mais pobres aumentou 31%! Foi um período de distribuição de renda.

A redução da desigualdade também deve ser observada a partir da elevação da qualidade de vida da população, o IDH nos fornece importantes dados neste sentido.

A evolução do IDH dos municípios brasileiros

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil cresceu 47,5% entre 1991 e 2010, segundo o "Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013" lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

A classificação do IDHM geral do Brasil mudou de "muito baixo" (0,493), em 1991 para "alto desenvolvimento humano" (0,727), em 2010. Em 2000, o IDHM geral do Brasil era 0,612, considerado "médio".

O IDHM é um índice composto por três indicadores de desenvolvimento humano: vida longa e saudável (longevidade), acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida (renda).
Fonte: PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)
 O Brasil atingiu em 2012 o menor nível de desigualdade desde 1960, apesar da crise na Europa, De acordo com a pesquisa "De volta ao País do Futuro" do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV), o índice de Gini - que varia de 0 a 1, sendo menos desigual mais próximo de zero -, caiu 2,1% de janeiro de 2011 a janeiro de 2012, chegando a 0,5190.
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A projeção da FGV é que a desigualdade continue se reduzindo ano País, levando o índice a 0,51407 em 2014. "A má notícia é que ainda somos muito desiguais e estamos entre os 12 países mais desiguais do mundo. Mas a queda de 2001 para cá é espetacular e deve continuar", afirmou Marcelo Neri, coordenador da pesquisa.
A FGV mostra que a renda familiar per capita média do brasileiro cresceu 2,7% nos 12 meses encerrados em janeiro. É o mesmo crescimento registrado de 2002 a 2008, período considerado uma era de ouro mundial, e superior ao 0% de 2009, em função da crise financeira daquele ano.
A pobreza no País também caiu entre janeiro do ano passado e janeiro deste ano: -7,9%, ritmo três vezes mais rápido do que da meta do milênio da ONU. Isso depois de uma redução de 11,7% na pobreza de maio de 2010 a maio de 2011, quando o Brasil crescia mais.
Segundo Neri, a redução da desigualdade foi fundamental para este resultado na pobreza. Ele cita que na última década a renda dos 50% mais pobres do Brasil cresceu 68%, enquanto a dos 10% mais ricos cresceu apenas 10%. 
A taxa de desemprego no Brasil  recuou novamente e ficou em 4,9% em abril,  segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (22/05/2014).
Pelo levantamento, essa foi à menor taxa registrada desde janeiro, quando o índice foi de 4,8%. Esse também é o menor índice 12 anos para meses de abril.
Conforme o  instituto,  também houve recuo de 17% no número total de pessoas desocupadas em relação ao mesmo período do passado.
A população ocupada se manteve estável, em relação a março de 2014 e na comparação com abril de 2013, na casa dos 22,9 milhões de pessoas.
Não houve variação no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,7 milhões) frente a março. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado subiu 2,2%.
A pesquisa foi realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o Brasil obteve avanços na área de habitação. 

Entre 2005 e 2009 o percentual de municípios com conselhos municipais de habitação passou de 17% para 42%. Com isso, a parcela que contava com fundos municipais de habitação passou de 15% para cerca de 43% dos municípios brasileiros. 

A existência de fundos e conselhos é uma das exigências para que os municípios possam aderir ao Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social e ter acesso aos recursos do Fundo Nacional de Habitação. O Brasil é o país que acumula maior redução da taxa de desemprego desde 2008, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre os 42 países que já divulgaram os números de 2012 referentes ao mercado de trabalho.
No ano em que estourou a crise financeira internacional, 7,9% da população ativa brasileira estava sem emprego; em 2012, essa proporção passou para 5,5%, o que representa uma queda de 30% na taxa.
Os números do FMI se referem à média de cada ano e vão só até 2012. No entanto, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam que a tendência de queda do desemprego se manteve no início de 2013, apontando amenor taxa para meses de março desde 2002.
Ranking
A Alemanha, no ranking do FMI, aparece em segundo lugar, com uma diminuição muito próxima da brasileira, de 7,6% para 5,5%. O terceiro país da lista é a Bolívia, onde o indicador foi de 6,9% para 5,5%.
A taxa só caiu em 15 dos 42 países analisados. Em Portugal, na Bulgária e na Espanha, o indicador de desemprego mais do que dobrou no período. Na Grécia, mais que triplicou (veja tabela abaixo).
Os Estados Unidos e a Índia são os dois únicos países, entre as maiores economias, que não estão na lista do FMI, por não terem o dado fechado do desemprego médio em 2012.
Mas para os EUA, o FMI tem uma projeção, de que a taxa atingiu 8,1% no ano passado, contra 5,8% em 2012. Já a Índia não conta com os dados oficiais nem com previsões.

Turismo tem 2,9 milhões de trabalhadores formais. No Brasil, setor cresce acima da media mundial
14/03/2014 - 11:45
O crescimento representa 60 milhões de brasileiros em 197 milhões de viagens pelo Brasil
O turismo brasileiro está em ascensão. Pesquisa do Ministério do Turismo mostra que, em 2012, o setor cresceu 6%, dois pontos percentuais acima da média mundial anual. O crescimento representa 60 milhões de brasileiros em 197 milhões de viagens pelo Brasil.
Os investimentos em infraestrutura, como reformas de aeroportos, recapeamento de rodovias, sinalização turística, acessibilidade a pessoas com deficiência e mão-de-obra especializada são alguns dos insumos que contribuem para o crescimento do setor, que emprega atualmente 2,9 milhões de trabalhadores formais e gera renda anual de R$ 103 bilhões.
A expectativa é que, neste ano, somente durante a Copa do Mundo, três milhões de brasileiros devam viajar pelo Brasil, impulsionando ainda mais o turismo doméstico, que já responde por aproximadamente 85% da receita do setor no país.
O crescimento do turismo também tem permitindo que pessoas que nunca viajaram se aventurem pelo país, como mostra o último vídeo da série Turismo em Cena.
Curtas
O Ministério do Turismo produziu uma série de nove curtas sobre as principais ações da pasta. A campanha "Turismo em Cena" destacou os programas de formação e qualificação profissional, investimentos em cidades históricas e turismo de negócios, além de avanços em competitividade, infraestrutura turística e reforço aos parques nacionais.
As ações do MTur reforçam as metas previstas no Plano Nacional de Turismo 2013-2016, que prevê o crescimento do turismo interno e a chegada de estrangeiros, além de um acréscimo nos postos de trabalho no setor, impulsionando a competitividade do turismo brasileiro.
Fonte: Ministério do Turismo 
Ministro Alexandre Padilha destaca que recursos melhorarão infraestrutura e serviços nas cidades-sede e ficarão como legado para a população desses locais
Os investimentos na área da saúde planejados especificamente para atender a demanda dos grandes eventos de massa que o país irá receber nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014, deverão chegar a R$ 1,9 bilhão. O volume de recursos considera o período de 2011 até 2014.
“São investimentos na população brasileira, desenhados especificamente para atender aos grande eventos mas que ficarão de legado para a população”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, após palestra no Congresso Internacional de Serviços em Saúde, em São Paulo, nesta quinta-feira (23.05).
Os investimentos, segundo o ministro, serão nas cidades-sede. "Elas receberão turistas e profissionais que trabalharão na organização e na cobertura dos eventos. Os recursos melhorarão os serviços de saúde, por exemplo, ampliando as unidades de Pronto-Atendimento e a modernização dos hospitais, beneficiando o conjunto da população brasileira", destacou Padilha.

Fonte: Agência Brasil

Vinte grandes investimentos que ficarão para a população após a Copa

23/05/2014 - 18:08
A 20 dias de a bola rolar para o Mundial de 2014, conheça alguns dos exemplos do plano de obras relacionadas à Copa em áreas como mobilidade urbana, aeroportos, portos, segurança, telecomunicações, turismo e instalações complementares
1. Aeroporto de Brasília
A construção do Píer Sul é um dos investimentos que ficarão para a população. São 20 mil metros quadrados que aumentam a capacidade do aeroporto de 16 para 21 milhões de passageiros por ano. Investimento: R$ 900 milhões da Inframérica (concessionária que administra o aeroporto).
2. Terminal Marítimo do Porto de Recife
Essencial para receber os turistas que chegam ao Brasil via mar, o Terminal Marítimo do Porto de Recife tem uma área de 23,4 mil metros quadrados. O investimento total foi de R$ 28,1 milhões, sendo R$ 21,8 milhões de recursos federais.
3. Aeroporto de Guarulhos em São Paulo
O terminal 3 de Guarulhos tem capacidade para receber até 12 milhões de passageiros por ano. Com a inauguração, o aeroporto se tornou o maior do hemisfério sul. O investimento desde que a concessionária assumiu o aeroporto é de R$ 3 bilhões.
4. Centros de Comando e Controle
Os Centros de Comando e Controle são estruturas móveis de monitoramento que ficam como legado de segurança. Os investimentos de R$ 1,9 bilhão na área também qualificam profissionais em vários pontos do país para atuar nas áreas de inteligência e prevenção de situações de risco.
5. Estação Cosme e Damião, em Recife 
Essencial para atender os moradores de São Lourenço da Mata, a estação Cosme e Damião faz parte dos investimentos em Recife para a Copa do Mundo. Foram investidos R$ 7,4 milhões do Governo Federal na obra.
6. Aeromovel de Porto Alegre
Com o aeromovel de Porto Alegre, o trajeto metrô-aeroporto, de 814 metros, é feito em dois minutos.  O meio de transporte 100% nacional apresenta baixo custo de implantação e operação, reduzido impacto ambiental e é a primeira linha comercial da tecnologia no Brasil.
7. Infraestrutura turística
Foram 200 milhões de investimentos em infraestrutura turística. Apenas na Copa das Confederações, o setor movimentou R$ 740 milhões no país. A previsão para a Copa do Mundo é que 710 mil empregos sejam gerados na área.
8. Aeroporto de Manaus
O Aeroporto Eduardo Gomes passou por remodelação e várias áreas já foram entregues. Após a conclusão, mais que duplicará de tamanho, passando de 39 mil m² para mais de 97 mil m². A capacidade operacional sairá de 6,4 milhões de passageiros por ano para 13,5 milhões. O investimento é de R$ 445 milhões na obra.
9. Transcarioca, no Rio de Janeiro
O corredor de ônibus vai ligar o Aeroporto do Galeão à Barra da Tijuca. Vários dos trechos já estão prontos. A previsão é de que a inauguração oficial ocorra em junho. Com 39 km de extensão, o corredor atravessa 14 bairros da cidade com 45 estações e deve atender 400 mil pessoas diariamente. O investimento é de R$ 802 milhões.
10.  Aeroporto de Recife
O terminal ganhou uma reforma e está modernizado para receber os passageiros durante a pós a Copa. O terminal tem capacidade para receber mais de 16 milhões de passageiros por ano e registrou, no ano passado, 6,8 milhões de embarques e desembarques.
11.  Telecomunicações
São 400 milhões em investimentos para 12 projetos para expansão da rede metropolitana de fibra ótica e 46 de implantação de equipamentos e sistemas. Tudo isso é essencial para a implantação de banda larga em locais ainda não cobertos com a tecnologia.
12.   Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro
Duas novas áreas no desembarque internacional (Terminal 2) e no doméstico (Terminal 1) estão em operação. Com investimento total de R$ 354,75 milhões, a reforma dos terminais amplia a capacidade do aeroporto de 17,4 milhões de passageiros por ano para 30,8 milhões.
13.  Aeroporto de Natal
O Rio Grande do Norte ganhou um novo aeroporto no município de São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Natal. Um complexo de obras viárias que está em fase de finalização fará a ligação entre o terminal e a cidade.
14.  Pronatec Turismo
166 mil pessoas se inscreveram no Programa de Qualificação Profissional do Ministério do Turismo. O projeto oferece gratuitamente 54 cursos de idiomas e profissionalizantes ligados ao setor de turismo, como garçons, camareira, bartender, recepcionista de hotel, entre outros. Taxistas, agentes de turismo, policiais civis e militares, guardas municipais e corpo de bombeiros também estão sendo treinados para recepcionar os visitantes durante a Copa do Mundo.
15.  Passagem subterrânea do balão do aeroporto de Brasília 
Com 700m de extensão, sendo 300m de área coberta, o túnel facilita o fluxo de automóveis na região, por onde trafegam cerca de 80 mil veículos por dia. Além do túnel, a DF-047 foi ampliada e ganhou duas vias marginais.
16.  Porto de Mucuripe (Fortaleza)
Com capacidade para até 4,5 mil passageiros por turno, o projeto foi orçado em cerca de R$ 205 milhões e possibilitará que um navio da MSC atraque em Fortaleza com 3,7 mil mexicanos no dia 16 de junho. Os torcedores assistirão ao jogo entre Brasil e México no dia seguinte.
17.  BRT de Belo Horizonte
Dentro dos investimentos para mobilidade urbana está o BRT MOVE de Belo Horizonte, um novo sistema de transporte, já em operação nos principais corredores da cidade. No total, são 23 quilômetros de vias exclusivas.
18.  Obras da Passarela da Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro
Com ou sem Copa, o Maracanã é patrimônio brasileiro. A área ao redor da arena foi transformada em um espaço para lazer e prática esportiva. Com investimento de R$ 109,5 milhões foram feitas obras de infraestrutura, como a construção de novas calçadas, ciclovia, acessibilidade, iluminação e paisagismo.
19.  Intervenções viárias em Curitiba
A canaleta de ônibus biarticulados e as vias marginais já foram recapeadas e novos postes de iluminação estão instalados. As obras mais complexas da ponte sobre o canal paralelo ao Rio Iguaçu e o viaduto sobre a linha férrea foram concluídas.
20.  VLT Cuiabá
No campo das obras, a principal intervenção urbana de Cuiabá, o VLT, está em fase de consolidação e ficará como legado para a população depois do Mundial. No último dia 8, chegou à cidade a oitava remessa de trens. Com isso, o número de composições (VLTs) no pátio de estacionamento chega a 29, o equivalente a 72,5% do total encomendado pelo Governo de Mato Grosso, que é de 40 veículos.

Portal da Copa

3/05/2014 - 18:08
Efetivos das Forças Armadas e de segurança pública trabalharão de forma integrada. Investimentos são de R$ 1,9 bilhão
Foto: Danilo Borges/ Portal da Copa
"Nós temos absoluta convicção que todo esforço estrutural será recompensado inclusive não só por um desempenho histórico de eficiência na segurança pública na Copa do Mundo, mas também por um legado que no país ficará" , afirma Cardozo.
Os ministros da Defesa, Celso Amorim, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, detalharam, nesta sexta-feira (23.05), em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, o plano operacional de segurança para a Copa do Mundo. Serão 157 mil homens e mulheres das Forças Armadas e das forças de segurança pública em um trabalho integrado por centros de comandos espalhados pelas doze cidades-sede.
 Os dois ministros foram unânimes ao destacar como principal legado da preparação para o mundial a integração entre as diversas forças de segurança do país. “Nós temos absoluta convicção que todo esforço estrutural será recompensado inclusive não só por um desempenho histórico de eficiência na segurança pública na Copa do Mundo, mas também por um legado que no país ficará porque, pela primeira vez, teremos a oportunidade de criar uma integração ampla”, afirmou Cardozo.
O ministro da Justiça também detalhou os equipamentos que estão sendo comprados e repassados aos estados, como os centros de comando e controle regionais, plataformas de observação elevada, imageador aéreo, desencarcerador, comandos móveis, entre outros. “Cada cidade-sede da Copa do Mundo terá um centro de comando e controle com equipamentos e sistemas com a mais moderna tecnologia disponível no mundo para que tudo possa ser acompanhado de maneira que possamos acompanhamento integral e em tempo real”, disse.
Celso Amorim lembrou que o planejamento de segurança para Copa do Mundo vem desde o momento em que o Brasil foi escolhido como sede do torneio, com observadores militares em grandes eventos e também com a realização de outros eventos no país, caso da Copa das Confederações e da conferência Rio +20. “Este preparo, portanto, já vem de longe. Queria sublinhar que um dos fatos mais importantes sobre a Copa é a total integração das Forças. Na realidade, hoje, nós temos uma integração das forças  ligadas à questão da segurança, queria sublinhar este aspecto porque esse é um conceito-chave para que se entenda o que vamos fazer”, detalhou.
Segundo o ministro, são dez eixos de atuações das Forças Armadas, incluindo controle do espaço aéreo, defesa marítima, cibernética e fiscalização de explosivos. Haverá um comando nacional e outras 12 Coordenações de Defesa de Área. Serão mobilizados 24 aviões supertucanos, dez caças F5, três aviões-radares, 11 helicópteros, além de 29 aeronaves de apoio, apoio de operação ou logistico.
Foto: Danilo Borges
“Nossa visão é cuidar da segurança da Copa, e isso ocorrerá de maneira tranquila. A presença das forças armadas é de uma natureza dissuasória, e ter isso feito de tal modo que a melhor batalha é aquela que não precisa ser travada”, diz Celso Amorim
Também farão parte da defesa na Copa, quatro fragatas, uma corveta, 21 navios patrulhas, 12 navios de desembarque e 183 lanchas. Sobre efetivo, serão 57 mil homens e mulheres, incluindo 35 mil do Exército, 13 mil da Marinha e outros 9 mil da Força Área. Na área de segurança pública serão, segundo Cardozo, outros 100 mil profissionais, incluindo forças federais, estaduais e municipais.

Manifestações

Cardozo afirmou que as forças de segurança estão preparadas para qualquer situação, e lembrou que, durante a Copa das Confederações, mesmo com as manifestações em junho de 2013, nenhum jogo foi afetado, sem atrasos ou incidentes graves. Ele ainda afirmou que serão garantidas as manifestações democráticas que ocorram sem abusos. Já Celso Amorim destacou que a a atuação das Forças Armadas na segurança do evento não prejudica a imagem do país no exterior, que é de uma democracia onde as pessoas podem se manifestar livremente. “Nossa visão é cuidar da segurança da Copa, e isso ocorrerá de maneira tranquila. A presença das forças armadas é de uma natureza dissuasória, e ter isso feito de tal modo que a melhor batalha é aquela que não precisa ser travada”, conclui.

Experiência em grandes eventos

A larga experiência do país em receber autoridades em grandes eventos foi destaca pelo ministro da Defesa, caso da Rio +20, que contou com aproximadamente 100 de chefes de Estado e de governo. “As Forças Armadas e de Segurança vão atuar nos hotéis e etc. Do ponto de vista da chegada da autoridades, a Força Aérea vai estar envolvida porque grande parte das chegadas, quando possível, ocorrerá em bases aéreas com proteção total da FAB. E mesmo que a chegada seja em aeroportos civis, a segurança estará assegurada em coordenação com as demais forças de segurança pública”, completou.

Redução da criminalidade

Para os ministros, os investimentos de R$ 1,9 bilhão na segurança da Copa do Mundo terão impactos positivos também na diminuição da criminalidade. Cardozo afirmou que a atuação das polícias irá melhorar com a integração, tanto no plano preventivo quanto de execução penal. Outro ponto positivo será a compra dos equipamentos. Celso Amorim destacou a atuação das Forças Armadas na operação Ágata, com a apreensão de drogas, por exemplo. 

Tiago Falqueiro - Portal da Copa

Brasília já apresenta novos contornos. No centro da capital, o mais novo monumento, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, foi aberto ao público no dia 18 de maio, com a partida final do Campeonato Candango e a participação de Elza Soares, viúva de Garrincha, cantando o Hino Nacional. Pela obra, passaram quinze mil trabalhadores, de diversas especialidades – carinhosamente chamados de “os novos candangos”. Pessoas que vieram atraídas pela oportunidade de emprego e de uma vida melhor.

Para o Governo do Distrito Federal, a oportunidade única de realizar a abertura da Copa das Confederações (2013) e receber o número máximo de jogos da Copa do Mundo (2014), sete, representa mais investimentos em obras de infraestrutura, qualificação profissional e desenvolvimento do turismo. A Copa do Mundo da FIFA™ em Brasília potencializa o crescimento do DF, com grandes investimentos em curto prazo.

São recursos que deixarão como legado a geração de emprego, renda e melhoria na qualidade de vida da população. Por ser cidade-sede, Brasília garantiu do governo federal investimentos de cerca de R$ 4 bilhões em obras de mobilidade urbana, infraestrutura e segurança, o que comprova o poder transformador dessas competições.

Mobilidade e urbanismo – Entre essas obras está a readequação da DF-047 – via que liga o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek ao centro da capital – com uma via exclusiva para ônibus de passageiros, turistas e delegações. A obra já começou e a previsão é que seja entregue até Copa do Mundo de 2014. Será um dos grandes benefícios que ficarão para a nossa cidade.

Por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, o GDF está investindo R$ 2,2 bilhões na área de mobilidade urbana, para a execução de obras como a expansão e modernização do metrô, a construção do túnel de Taguatinga, a construção de ciclovias e do expresso DF - Sul (BRT – Bus Rapid Transit). A obra do expresso DF, que está em andamento, ligará as cidades do Gama e Santa Maria ao Plano Piloto, e será outro grande legado das competições. Além disso, até Copa do Mundo, o DF contará com 600 km de ciclovias.

A revitalização da área central de Brasília, em um raio de 3km do estádio, será outro legado. Projetos de urbanização e paisagismo, que serão iniciados em breve, melhorarão o fluxo de pedestres, ciclistas e veículos. Estimadas em cerca de R$ 360 milhões, as obras englobam a construção de dois túneis para pedestres e ciclistas: um ligando o estádio ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães (que sediará o Centro de Mídia em 2014), e outro entre o Clube do Choro e o Parque da Cidade.

Entre os projetos, também estão novas calçadas com acessibilidade no Eixo Monumental e nos setores hoteleiros norte e sul e uma interligação para veículos entre a W4 Norte e a W5 Sul. Além disso, será contemplado projeto idealizado pelo paisagista Burle Marx. O Jardim Burle Marx será entre a Torre de TV e a Rodoviária do Plano Piloto e contará com uma área de convívio e lazer com árvores, espelho d’água, calçadas, ciclovias, bancos, entre outros.

Arena multiuso – O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha é um complexo multiuso com área de 1,6 milhão de metros quadrados, adaptado para receber eventos culturais ou esportivos de grande porte. A arena contará com área social de passeio e lazer, com bares e restaurantes, garantindo fluxo e aproveitamento após o mundial.

Para inserir a capital no calendário de eventos e shows nacionais e internacionais, o Estádio passará por uma licitação internacional para que uma empresa especializada em entretenimento o administre, pagando pelo aluguel da arena. Com isso, manterá o setor de serviços (bares, restaurantes, hotéis etc.) aquecido e potencializará o desenvolvimento econômico de Brasília em diversos setores.

Uma das vantagens da capital federal é que o estádio está localizado em um raio de 3 km dos setores hoteleiro, hospitalar, shoppings, do centro de convenções, entre outros, o que facilita e incentiva o acesso a pé.

Foi idealizado a partir de um conceito arquitetônico existente em vários monumentos da capital federal e característica marcante do arquiteto Oscar Niemeyer: a criação de um ambiente com colunas que precedem o edifício, formado por um conjunto de pilares na fachada.

No Estádio Nacional, esse conceito serviu de inspiração para os 288 pilares que estão dispostos ao redor da construção, formando a área de convivência e de acesso do público – uma fachada aberta e ventilada, que permite a passagem do vento.

Com capacidade para cerca de 71 mil pessoas, tem assentos marcados e retráteis, a uma distância inicial de apenas 7,5m do campo de futebol, que, por sua vez, foi rebaixado 4,8m de sua altura original, permitindo maior visibilidade para todo o público. Todos os assentos estão protegidos do sol e da chuva por uma moderna cobertura.

As áreas do público estão divididas entre as arquibancadas inferior, intermediária e superior. Haverá, também, 74 camarotes e área especial para 2.850 jornalistas, com toda a tecnologia e acústica necessárias. Os acessos também foram projetados pensando em praticidade, segurança e rapidez.

Sustentabilidade – O Estádio Nacional caminha para ser o primeiro na história a receber o certificado máximo de sustentabilidade. O selo Leed Platinum ― entregue após a conclusão da obra ― é reconhecido internacionalmente e garante que a construção é altamente sustentável. Hoje, nenhum estádio de futebol no mundo possui o selo Platinum.

Desde o início do projeto, são usados materiais recicláveis ou reciclados na construção. Tudo o que saiu do antigo estádio foi reaproveitado na própria obra ou em cooperativas de reciclagem do Distrito Federal. Depois de pronto, haverá captação de energia solar e de água da chuva.

A cobertura segue o mesmo conceito. A membrana, de 90 mil m², é autolimpante, permite a passagem de luz natural, não retém o calor e, consequentemente diminue a necessidade do uso de ar-condicionado ou outro tipo de ventilação artificial, e retira, por dia, a poluição de cerca de mil carros.

Elaborado pela Coordenadoria de Comunicação para a Copa (ComCopa), o site apresenta conteúdos em inglês e espanhol. É mais uma ferramenta do Governo do Distrito Federal para garantir transparência nas ações voltadas aos grandes eventos mundiais.

Qualificação profissional – O Governo do Distrito Federal também investe na capacitação como um dos legados dos grandes eventos esportivos. O programa Qualificopa já capacitou, desde 2011, 5.676 pessoas.

A iniciativa oferece 12 opções de cursos: assistente administrativo, webdesigner, informática, organização de eventos, telemarketing, operador de caixa, entre outros, além de aulas de inglês para os alunos de todos os cursos.

Turismo – O GDF está investindo cerca de R$ 4 milhões em sinalização turística (em três idiomas), na acessibilidade de pontos turísticos e nos Centros Móveis de Atendimento ao Turista (CATs móveis). Hoje, Brasília já conta com sete CATs fixos. As reformas de acessibilidade já começaram, a exemplo da Torre de TV e do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Portanto, os preparativos da cidade para a Copa de 2014 vão além da obra do estádio. Passam por grandes investimentos em setores como a saúde, mobilidade, transporte, segurança, capacitação de mão de obra, transporte, energia e infraestrutura.