segunda-feira, 27 de abril de 2020

Tosco - ser ou não ser? Essa é a questão!


Tosco - ser ou não ser? Essa é a questão!
Lendo e analisando o jornal local percebi algo fétido, pútrido, ao se referir ao Comunismo Tosco, o autor revela toda a sua maleficência. Mas como afirma o colunista “o mundo para ser perfeito tem que ter de tudo”. E neste sentido concordo com o professor  Christian Dunker,  quando diz que – “É possível que daqui a dez ou quinze anos os historiadores da arte venham a caracterizar este período, entre 2016 a 2022, como o apogeu do "Tosco Brasileiro”.
Pensando e analisando: Tosco é uma palavra que tem duas raízes semânticas: o que se apresenta de forma natural e autêntica, mas também aquilo que é feito sem apuro ou refinamento, algo rústico ou grosseiro. Considerando a leitura quero pontuar e concordar com o nobre colunista em alguns aspectos. E para que o ilustre leitor possa compreender e identificar quem são os agentes relatados e perceba se de fato temos “O Tosco Comunista”, inserido de forma natural e autêntica na defesa de uma sociedade igualitária desde sempre. E que por conseqüência de fato existe “O Babaca Tosco” um inço social daninho arraigado na ideologia conservadora reacionária, retrógrada e antiquado, algo rústico ou grosseiro. Isso posto podemos definir que: O Babaca Tosco – É um ser amorfo, escorregadio, repugnante que forma juízo contundente sem remorso com as conseqüências que fere e estripa os menos favorecidos... E que; O Comunista Tosco - É um pseudônimo hipocritamente usado pelos “Babacas Toscos” conservadores, saudosistas do nazismo e outros malefícios, para designar todos aqueles homens e mulheres que clamam , lutam por justiça, por liberdade, por igualdade social... O Babaca Tosco - Afirma que o nazismo é de esquerda, incentiva o uso de armas pela população como forma de diminuir a violência. Reescrever a história da tortura no Brasil e do Estatuto da Criança e do Adolescente. Defende uma Filosofia sem método, uma História sem rigor, uma Sociologia sem crítica, uma Psicologia sem ética, uma Antropologia sem a diversidade. Defende o conservadorismo religioso do pensamento universal e que se formaram na fartura de conhecimentos digitais. Defende o Terraplanismo, nega, odeia a arte e a ciência, mesmo aquela realizada na figura dos professores de uma elite, sentida como impostora e inautêntica.
O Comunista Tosco – Não diverge dos princípios democráticos e é um incentivador nato do debate e do respeito à liberdade, valoriza as opiniões diferentes. Referenciado na Filosofia Humanística e na Sociologia Crítica.. . O Babaca Tosco – Veste verde amarelo, acha que o dono da verdade, aplaude manifestações antidemocráticas e acredita que a corrupção é coisa do Lula e do PT. Que tirou a Dilma do governo e que agora está tudo bem, tudo certo.  E por falta de argumentos, grita,esbraveja, ataca e ofende os outros, física e verbalmente; inclusive nas redes sociais... O Comunista Tosco – É sem dúvida um inconformado, um insatisfeito, recusa-se a aceitar uma sociedade desigual e hipócrita como normal. E teimosamente procura voz e vez a todos e segue sempre firme na luta por igualdade e justiça, mesmo sendo discriminado, perseguido muitas vezes ridicularizado pelos Babacas Toscos. Esses oportunistas e têm como referencia a filosofia tosca de Olavo de Carvalho. Aquele que nós ofereceu rapidamente um ponto de vista da totalidade: Afirmando a existência de uma conspiração gay-comunista que apossou-se da educação e do Estado, via Foro de São Paulo, E que para contrapor nós deveríamos retomar os valores medievais, propondo o retrocesso.
O Comunista Tosco- Desde sempre, presente na história da humanidade basta elencar as pessoas reconhecidas pela exaustiva luta pela igualdade de direito, a justiça e defesa dos menos favorecidos. Ou buscar por homens e mulheres que foram mártires, que foram perseguidos, torturados e até crucificado como relata a história.
O Babaca Tosco -  É, sobretudo um platô de falsa idéia, no interior da qual a partilha de um chocolate torna-se alegoria homossexual. Onde educar é impor é controle pelas armas e cristianizar é fazer apologia ao ódio e a violência preconceituosa assim o tosco explora o sentimento ontológico de insegurança.
 O Babaca Tosco - Sempre defende os ricos e privilegiados e acredita ser normal os prazeres da vida. E que pobre precisa apenas da comida... Eles, no entanto demandam de necessidades outras... Daí que ser o Tosco não é a questão! A questão é o que se quer defender. E ai sem problemas pode continuar sendo o motor que alimenta, perpetua a injustiça a desigualdade e todos os tipos de mazelas preconceituosas. Ser um Tosco comunista afinal é um principio!
Esperemos que seja o último canto, ofensivo, grotesco para que o Babaca Tosco possa enfim desaparecer.  Att. João Carlos Martins.

Consciência de classe ou consciência crítica!

  Para esse mero pensador são conceitualmente equitativamente, mas o significado da consciência já definida e analisada para além das ciências humanas nos permite dizer que ter consciência é apropriar-se de competências, habilidades de antever e conseqüentemente planejar-se, refletir e analisar os impactos decorrentes de suas ações, considerando os princípios, ideais teóricos ou práticos. Neste sentido a, Consciência crítica é a atitude, conduta, comportamento reflexivo, dada as situações e objetos da realidade a nossa volta. E a consciência de classe se refere a idéias, ações de cunho político, produtivo, econômico e social dos trabalhadores, profissionais que inevitavelmente inseridos no processo de produção e que imbuídos desta, teriam melhores condições de compreender a sociedade burguesa e suas relações de classe em sua totalidade.
  Para Cristiano das Neves Bodart a “consciência de classe”. Para compreender esse conceito é necessário entender outros que o orbitam, que compõe a sociedade capitalista, grosso modo, uns poucos são donos de meio de produção (fabricas, bancos, propriedades rurais, etc.), enquanto que outros a, maioria absoluta da população por não ter meios de produção vendem sua força de trabalho (são os assalariados) para sobreviver.
Pensando e analisando! Essas diferenças, já apontadas por Marx é possível perceber na sociedade as classes sociais. E é preciso ter clareza de consciência: “a consciência de si” e a “consciência para si” e, portanto de qual é a “classe para si”. Ou seja, a consciência de si é reconhecer a sua classe enquanto grupo no contexto da exploração no sistema capitalista.
  Essa compreensão que entendo ser fundamental está ausente no contexto atual e por conseqüência não temos referencias da classe trabalhadora, não nos sentimos representados nem aqui nem lá na capital federal. Mas por quê? De quem é a culpa?
  A classe é antes de tudo, um “ser” social e a ausência desta consciência nos fragiliza enquanto grupo social. Fortalecer essa consciência é romper com a visão fatalista de mundo é, sair do estado de alienação e perceber o outro, os sentimentos e os sofrimentos alheios e assim apreender a realidade, abrindo espaço para reflexão e tomadas de decisões. Fora disso somos cegos que não sabem o que é, nem para onde ir. Não identificamos ou nos equivocamos na percepção das causas e as possíveis conseqüências das nossas atitudes. Facilmente nos deixamos convencer pela propaganda, pelo discurso ou pela aparência.
  No atual contexto histórico profundamente marcado por grandes mudanças que a afeta a todos o poder econômico e produtivo nos coloca em situação de subordinação e usa de todos os recursos para desconfigurar a idéia de consciência de classe. O que leva, por exemplo, um trabalhador comum de chão de fábrica ou um profissional liberal acatar e até defender um projeto político claramente de interesse do poder econômico (a exemplo do que ocorre atualmente no país) em detrimento do bem estar social? Ou refutar um projeto político de caráter social progressista? O que levaria um trabalhador negar a sua classe e se considerar embora assalariado um ser de outro nível? Neste contexto seria normal, por exemplo, professor criar grupo para dialogo e informações com seus estudantes e na primeira manifestação adversa silenciar o grupo bloqueando outras possíveis manifestações em conformidade com a cultura conservadora e autoritária.
  Munido de consciência de si e enquanto classe é a chave para êxitos das escolhas e decisões que contribuíram para transformação da realidade como trabalhadores que somos, identificados diante dos fatos sociais, políticos, econômicos e tecnológicos e apreender a realidade imposta e as ideologias dominantes.
  Karl Marx e Friederich Engels, afirmam que os indivíduos só formam verdadeiramente uma classe quando assumem a consciência da sua condição de exploração e se comprometem na luta comum... É necessário que o indivíduo, o trabalhador desenvolva a capacidade de compreender e dominar as ações e as relações ao seu redor e se torne sujeito protagonista no processo histórico e social. Esse deve ser o papel da escola, da educação. Mas a que parece essa competência ainda é um desafio, o que é lamentável porque a consciência precisa ser estimulada, cabendo à educação através do conhecimento desenvolver uma consciência humana com uma postura de comportamento, que contribua para a consolidação de uma sociedade melhor, cercada de justiça e paz. Uma nova visão de mundo. Att. Professor João Carlos Martins.